Plenária Nacional da ANEL no FSM Salvador aprova carta ao ME e lança campanha em Solidariedade ao Haiti





Plenária Nacional da ANEL no FSM Salvador aprova carta ao ME e lança campanha em Solidariedade ao Haiti






Trabalhadores e Estudantes juntos em solidariedade ao Haiti.

Cerca de 200 estudantes ocuparam o ginásio da UCSAL para participar da primeira atividade Nacional da ANEL em 2010. A mesa foi inicialmente composta pelo representante da Conlutas, Mancha; o representante do Andes- SN, Rodrigo Dantas; o estudante Otávio Calegari, que estava no Haiti no momento do terremoto e por fim pelo membro da Comissão Executiva Nacional da ANEL, Henrique Saldanha. A atividade foi apresentada por Luiz e Ilze, representantes estaduais da ANEL Rio de Janeiro e Bahia.

A discussão iniciada pelo ANDES e em seguida pela Conlutas abordou a Conjuntura retomando desde o difícil ano de crise em 2009 até o apontamento dos grandes desafios colocados ao conjunto dos movimentos sociais em 2010. Ambos os representante ressaltaram a importância da aliança do movimento estudantil com os trabalhadores para superar as traições das direções governistas da CUT e UNE, construindo uma nova direção combativa e independente tanto para o movimento sindical e popular quanto para o movimento estudantil. Na perspectiva da necessidade da unificação dos movimentos, Mancha da Conlutas apresentou o CONCLAT (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) que terá como tema a unificação entre a Conlutas e a Intersindical em uma só ferramenta independente da classe trabalhadora.

O segundo momento da mesa foi tomado pela discussão em torno do Haiti. A plenária ficou atenta a apresentação do estudante Otávio Calegari que esteve no Haiti durante o terremoto pois participa de um grupo de pesquisa sobre o país. Otávio relatou com detalhes sua experiência desde sua chegada até os momentos pós-terremoto. Ele relatou suas percepções pela experiência concreta de visitas à fabricas, que superexploram a barata mão-de-obra haitiana, e até a maior favela de Porto Príncipe, Cité Soleil. O estudante expôs a situação de completa ausência do Estado e de qualquer contribuição das tropas de ocupação mesmo antes do desastre natural. O estudante criticou também o papel de ONGs que cumprem um papel auxiliar as tropas da Minustah.

Otávio contou que após o terremoto o caos social do país ficou ainda mais evidente: os corpos pelo chão, a falta de ajuda, comida e água se tornaram o cotidiano do país. Apesar disso, Otávio conta que não foram às tropas de ocupação que cumpriram o “papel humanitário”. Ele presenciou a solidariedade do próprio povo que por si só buscou comida e água, lutou para resgatar os corpos e montou os acampamentos para os desabrigados. Todo seu relato se tornou um exemplo vivo de que o Haiti precisa de fato de ajuda mas que somente uma Campanha de Solidariedade construída de forma independente e entregue as organizações dos trabalhadores haitianos é possível reverter de fato algo ao país.
Henrique Saldanha, pela ANEL, se apoiou no exemplo de experiência vivida por Otávio mas também na sua própria experiência como negro e morador da Bahia, estado com a maior população negra do país, para debater o tema acerca de toda a exploração e opressão sofrida pelo povo negro e haitiano e as conseqüências do terremoto para o Haiti. Henrique lançou as bases da Campanha da ANEL “Estudantes Brasileiros em Solidariedade ao Haiti – O Haiti precisa de ajuda, não de ocupação militar”. O estudante explicou a importância da construção de uma campanha classista de solidariedade também pelos estudantes. Somado a isso, ressaltou que diferentemente da UNE que em seu último Congresso aprovou apoio as tropas da ONU, é necessário intensificar o debate contra a ocupação militar no Haiti. A campanha tem objetivo de ir a Escolas e Universidades do país inteiro para debater o tema e arrecadar fundos para serem enviados ao Haiti através da Campanha já iniciada pela Conlutas.

Por fim, foi chamado a mesa para uma saudação o haitiano Frank Seguy. Ele retomou o histórico de dominação pelo imperialismo no país e reforçou o informe de Otávio, contando outras experiências com as tropas de ocupação. Por fim, agradeceu e reforçou a importância da campanha de solidariedade ao Haiti construída de forma independente.

Após as apresentações, a plenária foi seguida com várias intervenções de estudantes e entidades do Brasil inteiro. Foram muitos informes da construção da ANEL nos Estados, das lutas nas Universidades e Escolas e dos novos desafios ao movimento estudantil.

Anel Bahia e Conlutas apresentam o debate sobre Questão racial.

O segundo momento da plenária foi tomado pelo debate sobre a questão racial. A mesa contou com o representante do GT de Negros e Negras da Conlutas, Júlio Condac e com o estudante Jean representando a ANEL Estadual Bahia, primeira estadual a realizar Iº Seminário de Consciência Negra da Anel. O debate girou em torno do debate sobre a questão racial evidenciando toda opressão sofrida pelos negros e negras. O programa defendido por ambos os representantes incluia uma perpectiva de raça e classe na luta contra a combinação da exploração capitalista e da opressão étnico-racial, esta última responsável pela manutenção e ampliação do abismo sócio-econômico existente entre brancos e negros.

Nesse ponto da plenária também foi aprovada que a ANEL assinaria e participaria do encaminhamento do processo contra a violência presenciada por diversos manifestantes ao final da marcha do Haiti na noite do dia 29/02. Um policial atirou em um morador de rua, negro e pobre, achando que crime passaria anonimamente porém houve grande manifestação no momento na qual a população e os manifestantes repudiaram o ato.

Por fim, a partir de toda discussão feita na plenária todos presentes aprovaram uma carta ao conjunto do movimento estudantil que sintetiza toda discussão feita nessa vitoriosa plenária. Leia a carta abaixo:




Carta ao Movimento Estudantil Brasileiro
2010: ano de desafios, ano de unidade!


Frente aos desafios de mais um ano que se inicia, a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre se declara ao conjunto de ativistas, entidades e organizações estudantis do Brasil, no sentido de iniciar um debate que possa armar a mais ampla unidade na luta e socializar seu entendimento sobre as principais tarefas para o movimento estudantil.

Durante o ano passado, desde o anúncio de indicadores recessivos em nível global e da quebra de importantes bancos que sustentavam o sistema financeiro mundial, o debate e a disputa ideológica em torno à saída da crise se instalou como a marca do cenário político do último ano. Frente às demissões na Vale e na EMBRAER e a entrada no Brasil na crise, o movimento estudantil combativo assumiu como tarefa, desde uma perspectiva classista, mobilizar os estudantes contra todos os ataques que pudessem transferir a conta da crise à educação pública, aos jovens e aos trabalhadores.

Recém saída das ocupações de reitoria, que devolveram a visibilidade e ânimo de luta ao movimento estudantil, uma ampla camada de ativistas se fez presente nas ruas, Universidades e escolas bradando "que os ricos paguem pela crise!".
Naquele momento, vimos se impor no mundo uma verdadeira sangria dos cofres públicos, em favor de bancos e empresas ameaçadas pelas quedas na taxa de lucro. Tendo Obama a sua frente, o imperialismo impôs em toda parte uma agenda clara de salvamento de seus lucros, enquanto restava aos povos de todos os países o aumento do desemprego, a precarização dos serviços e a retirada de direitos.

Em nosso país, Lula assumiu a missão dada pelo imperialismo sem qualquer mediação. Isentou a indústria de impostos e concedeu verdadeiras doações via BNDES, ao passo que não ofereceu qualquer garantia à estabilidade no emprego. Como conseqüência da queda na arrecadação, não poupou a saúde e a educação de cortes no orçamento.

Ao se abrir o ano de 2010, vivemos um período de recuperação parcial na economia, que encerra um primeiro capítulo na disputa em torno à crise. Em nível mundial, a economia toma um fôlego, com uma recomposição de indicadores de crescimento que, contudo, não recuperam as perdas e não voltam aos patamares anteriores à crise. Á ação organizada dos estudantes importa, portanto, compreender os reflexos dessa recuperação parcial da economia na disputa da consciência e, ao mesmo tempo, ter a clareza de que estamos falando de um momento transitório, no qual nos cabe preparar o acúmulo de forças para as próximas batalhas em defesa de nossos direitos.
Por entender o caráter efêmero dos efeitos da intervenção dos Estados perante a magnitude da crise econômica, a ANEL interpreta como uma farsa ideológica a campanha corrente, que anuncia o fim da crise e prevê anos dourados pela frente. Apoiado na recuperação parcial internacional, o governo Lula têm tido êxito até aqui em consolidar a idéia de que o Brasil superou a crise e vai muito bem. Tendo CUT e UNE como fiéis aliados, Lula pôde bloquear uma ação mais generalizada do movimento de massas e, assim, capitalizar o momento e se fortalecer.

Cabe considerar, ainda, que conforme se aproximam as próximas eleições presidenciais, já se antecipam elementos da polarização entre os dois blocos que durante os últimos anos governaram o país com o mesmo programa neoliberal, cada um apenas o adequando a seu perfil.

Se temos a clareza de que Dilma e Serra representam, portanto, uma falsa polarização, seria equivocado não compreender que, mediante a ausência de fortes lutas, tende a primar na consciência o debate em torno às duas principais opções eleitorais.
Apontamos para um ano no movimento estudantil em que a disputa paciente pela consciência será uma tarefa estratégica para seus setores combativos. Assim, acreditamos que poderemos acumular forças no sentido potencializar um novo momento de lutas que se abra no país, na medida em que, desde já, saibamos nos unir em torno a ações que estejam de acordo com o nível de consciência atual.

No presente momento, no movimento sindical e popular está se dando um processo que para a ANEL é um exemplo importantíssimo de unidade dos setores combativos, no marco da atual conjuntura. A fusão da CONLUTAS e Intersindical, a ser sacramentada no Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT), é uma experiência que nos mostra o caminho da unidade com respeito às diferenças, pautada na busca da convergência entre os setores socialistas comprometidos com tal iniciativa. Com a nova organização que está para surgir, estamos seguros que a classe trabalhadora acumula forças para o combate cotidiano e no sentido mais estratégico de sua emancipação. Por isso, a ANEL se jogará com todas as suas forças para que esse processo transborde sobre o movimento estudantil e seja uma referência para unir toda a esquerda combativa que atua nas escolas e Universidades do nosso país. Dessa forma, queremos contar com todos os setores de oposição de esquerda da UNE na construção desse importante congresso nas bases de escolas e Universidades.

É nessa perspectiva que a ANEL lança um grande chamado à unidade de todos os setores que atuam no movimento estudantil comprometidos com a luta da classe trabalhadora e independentes de governos e patrões. Nosso empenho é o de construir uma intensa unidade na base, com a construção de comitês, chapas de unidade, oposições unificadas, campanhas nacionais e todo tipo de iniciativa que some forças na batalha em defesa da educação pública e dos direitos da juventude.

E como primeira iniciativa, convidamos todos esses setores a se somarem à campanha que estamos realizando em solidariedade ao povo do Haiti. A mobilização em torno a essa tarefa deve ter um claro recorte de classe, rechaçando o discurso hegemônico que busca confundir a necessidade de ajuda ao Haiti com o envio de mais tropas e o aprofundamento da militarização do país. Junto ao empenho na arrecadação de fundos, cabe a todos nós a missão de denunciar a hipocrisia de governos de todo mundo que gastaram fortunas com o salvamento de bancos que fazem sua "ajuda" agora parecerem esmolas. Assim, poderemos questionar o papel das tropas brasileiras enviadas por Lula, que em cinco anos de ocupação não ofereceram qualquer melhoria significativa que pudesse dar condições ao Haiti de minimizar os efeitos da catástrofe natural.

O ano começa e está lançado o desafio. Com unidade na base das escolas e Universidades de todo o país, trilharemos o caminho de mais um ano de muito combate.

Aos estudantes, mãos à obra! Contem com a ANEL!


Plenária Nacional da ANEL
Forum Social Mundial Temático
Salvador, 30 de janeiro de 2010



DENÚNCIA - Serra e Kassab obrigam famílias a abandonarem suas casas na zona leste de São Paulo


Serra e Kassab obrigam famílias a abandonarem suas casas na zona leste de São Paulo

Os governos utilizaram as comportas do rio Tietê para provocar as enchentes e expulsar os moradores da região do Pantanal. Tudo isso, para possibilitar a construção do "maior parque linear do mundo".
Por Ricardo Malagoli, do "Coletivo Pagas" de Belo Horizonte/MG e da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre.

"Criminosa". Foi essa a palavra que Ronaldo Delfino utilizou para adjetivar a irresponsabilidade dos governos Serra (PSDB) e Kassab (DEM) frente às vidas de mais de cinco mil moradores do Pantanal, região da zona leste de São Paulo composta por 17 bairros. Os neoliberais teriam causado enchentes para obrigar esse enorme contingente de pessoas a deixar suas casas, sem resistência, permitindo o início da construção do "maior parque linear do mundo". Essa denúncia foi feita por Delfino durante uma plenária da ANEL, realizada no último dia 30 de janeiro no Fórum Social Mundial de Salvador. Delfino é militante da CONLUTAS pelo Bloco Resistência Socialista e da LSR (Liberdade, Socialismo e Revolução), uma fração interna do PSOL. Ele mora na região que está debaixo d’água há mais de 50 dias sem qualquer assistência descente dos governos locais.

Delfino explicou que o governo quer pôr na rua os atuais moradores do Pantanal sem indenizar e nem construir novas casas. Para isso, Serra e Kassab ordenaram a abertura da barragem de Ponte Nova (Alto Tietê), o que encheu o rio antes das chuvas, e o fechamento da barragem da Penha entre os dias 8 e 10 de dezembro de 2009. Essas medidas culminaram em enchentes nos bairros Jardim Romano, Vila Any (Guarulhos), Jardim Fiorelo e Vila Sônia (Itaquaquecetuba). Tanto a prefeitura quanto o governo do estado sabiam que fortes chuvas castigariam aquelas localidades; portanto, são responsáveis pelas enchentes.

Ainda segundo Delfino, a prefeitura de São Paulo pavimentou diversas ruas do Bairro Jardim Romano sem construir galerias de águas pluviais e vem permitindo, há muito tempo, que as empreiteiras responsáveis pelas obras da cidade descarreguem entulhos na várzea do Tietê. Isso contribuiu para as enchentes, pois limitou as possibilidades de escape das águas e agravou o assoreamento do rio. Além disso, a SABESP joga no Tietê o esgoto sem tratamento de mais de 20 mil residências, mesmo cobrando os moradores por esse serviço que não é feito. Isso significa que as moradias estão todas submersas em lixo e esgoto.

Essa situação já causou a morte de mais de 7 pessoas e doenças, como a lepstopirose, em outras centenas. Entretanto, tudo o que o governo oferece é uma chamada "bolsa-aluguel" de 300 reais que não atende a necessidade dos moradores. Delfino informou aos estudantes presentes na plenária que toda ajuda possível é bem vinda e que os moradores das regiões afetadas estão se organizando para obrigar o governo a respeitar aos seus direitos por moradia digna.

A ANEL e a CONLUTAS se solidarizam aos moradores do Pantanal e se colocam a disposição para ajudar nas lutas contra os desgovernos de Serra e Kassab!

ANEL pela 1º vez no FSM


Este ano aconteceram duas edições do Fórum Social Mundial (FSM). A primeira, em Porto Alegre, entre os dias 25 a 29 de janeiro, e em seguida, em Salvador, entre os dias 29 a 31 de janeiro. A ANEL, que marcou presença nas duas edições, diferenciou-se do tom majoritariamente governista do Fórum oficial defendendo uma nova forma de fazer Movimento Estudantil, sem o atrelamento e a burocratização da UNE.


A ANEL participou dos principais debates e discussões da Conjuntura atual e reorganização, tendo grande foco o tema do HAITI. Em Porto Alegre, a ANEL inaugurou sua primeira participação em um FSM com o debate “Haiti: luta e solidariedade”. Cerca de 60 pessoas ocuparam o Espaço Hip-Hop, do Acampamento Internacional da juventude debatendo dúvidas e sugestões sobre como ajudar o Haiti e questionando o papel das tropas de ocupação no pais.


Em Salvador, a ANEL iniciou sua participação na marcha convocada pela Conlutas e Intersindical em solidaderiedade ao povo Haitiano. Muitas faixas, bandeiras e palavras de ordem também denunciavam a ocupação militar naquele país. Em seguida a ANEL garantiu sua participação na reunião da Coordenação Nacional da Conlutas que também teve como ponto de discussão o HAITI. Na plenária, a ANEL iniciou sua campanha financeira em Solidariedade ao povo haitiano com venda de camisetas e arrecadação de fundos, se incorporando oficialmente a campanha de solidariedade classista ao Haiti, promovida pela Conlutas e outras entidades do movimento.

No dia seguinte, a ANEL garantiu sua participação na Plenária da Coordenação Pro - Central. Camila Lisboa, da Comissão Executiva Nacional da ANEL, reforçou a importância desse processo e seu reflexo para o Movimento Estudantil de luta (veja o vídeo). A plenária aprovou a realização de ações conjuntas em torno às bandeiras do movimento e também definiu calendário do Congresso de Unificação e os critérios para eleição de delegados.

Esses debates também foram levados com força para a Plenária Nacional da ANEL realizada no dia 30 de Janeiro, 15h no Ginásio da UCSAL (Em breve o relato completo da Plenária).

Plenária Nacional da ANEL no Fórum Social da Bahia



Plenária Nacional da ANEL

no Fórum Social da Bahia

30 de Janeiro, 15h

no Ginásio da UCSAL, Campus Federação




HAITI - Força irmãos!

Povo negro vai seguindo a tua luta
Negritude rebeldia e um continente
Sua vitória e resistência em nossa mente
E um Império que o rasga, mata e furta

Há fuzis apontados em negras nucas
Que com fome vão seguindo resistente
Sua historia lhes sepultam a força bruta
Raça e classe a conserva permanente

São soldados de meu próprio continente
Que empunham os fuzis contra esse povo,
Num escárnio transmitido impunimente,
Os reprime, subjulga e o deixa morto.

É possível escutar as tuas chagas
Entoadas sobre o monte dos escombros
Das mil dores aportadas nos teus ombros
Refarás a liberdade já provada

Estendamos nossa força solidária
Já que estamos pela classe entrelaçados
Fora às tropas deste império desgraçado
Socialismo aos haitianos na batalha!


Atnágoras Lopes

Manifesto em solidariedade aos dirigentes do MTL – Movimento Terra Trabalho e Liberdade e do PSOL

Um novo episódio da ofensiva da criminalização dos movimentos sociais está em pleno andamento. A condenação dos dirigentes do MTL no Estado de Minas Gerais João Batista, Marilda Ribeiro e Dim Cabral se inscreve dentro dos mesmos procedimentos e acusações falsas e inaceitáveis, que o Estado do latifúndio e do agronegócio utiliza contra todos aqueles que se levantam pela defesa da reforma agrária.

João Batista, Dim Cabral e Marilda estiveram a frente da luta pela desapropriação da fazenda Tangará, na região de Uberlândia, Minas Gerais, na ocupação que reuniu 700 famílias em 2001. O mesmo fato, ocupação da sede da fazenda, cujo inquérito apurou o crime de esbulho possessório, deu origem a dois processos, com denúncia por formação de quadrilha, incitação ao crime, roubo e extorsão. João Batista e Dim foram duplamente condenados por formação de quadrilha e incitação ao crime, sendo que no primeiro processo a sentença foi confirmada em 2ª instância pelo TJMG, com a pena de 5 anos e 4 meses de prisão. No segundo processo Marilda, advogada do movimento foi condenada juntamente com os outros dois, em 1ª Instância, a uma pena de 5 anos e 6 meses de prisão, com apelação aguardando julgamento.

Trata-se de odiosa perseguição aos lutadores sociais e uma retaliação à vitoriosa luta que assentou naquele latifúndio 250 (duzentos e cinqüenta) famílias, a partir da improdutividade da área. O processo evidenciou a posição conservadora e reacionária dos poderes públicos locais, deixando explícito o confronto de interesses entre o Movimento Social e o Agronegócio na região do Triângulo Mineiro.

É a mesma ofensiva que está por trás da CPI dos MST, dos 15 mandatos de prisão contra dirigentes do MST no estado de São Paulo e seis no Estado do Pará. Está sendo assim nos incontáveis processos contra dirigentes do MLST, ou como na perseguição ao MTST, que luta pela moradia.
Trata-se de uma ofensiva global do Estado brasileiro, que também criminaliza a pobreza, persegue e hostiliza implacavelmente a juventude e a população trabalhadora das grandes periferias e subúrbios das cidades brasileiras, que no âmbito das greves e da organização da classe trabalhadora urbana procura liquidar com o direito de greve e organização, através dos interditos proibitórios, da perseguição aos dirigentes e uma série de medidas que visam impedir a capacidade de resistência dos trabalhadores. É a tentativa de se impedir a resistência organizada da classe trabalhadora e a luta por suas demandas imediatas e históricas.

Este é o caso da brutalidade da perseguição aos que lutam pela reforma agrária em todo o país. Enquanto isso, esta mesma justiça, simplesmente ignora a ação criminosa dos latifundiários e suas milícias, e se omite diante dos grandes esquemas de corrupção que, dia após dia, são denunciados nas impressa nacional. O mas absurdo é quando os criminosos, aos olhos da justiça se convertem em vítimas. O banqueiro Daniel Dantas denunciado pela policia federal na operação caravelas passou de corrupto a vítima da noite pro dia.

Este é o contexto da ofensiva contra os dirigentes do MTL e do PSOL. João Batista é membro da Coordenação Nacional do MTL, presidente do PSOL no estado de Minas Gerais e membro do Diretório Nacional do Partido; Marilda Ribeiro é também da Coordenação Nacional do MTL e membro do Diretório Nacional do PSOL, Dim Cabral é membro da Coordenação Estadual do MTL/MG e membro da executiva estadual do PSOL/MG.

O ataque ao MTL é uma afronta aos movimentos que lutam pela terra, é uma nova afronta ao direito de organização de todos aqueles que lutam por suas reivindicações, por direitos, pela dignidade roubada pelo agronegócio, pelo parasitismo sem fim dos lucros do mercado financeiro que ditam os rumos da política econômica no país.

É preciso uma ampla e unitária campanha da classe trabalhadora e de todos os movimentos sociais combativos para rechaçar essa ofensiva do estado e do grande capital contra as lutas populares e suas lideranças.

De norte a sul do país é preciso a mais ampla manifestação de solidariedade ativa para impedir qualquer condenação ou prisão dos lutadores da reforma agrária.


Cadeia é para corrupto, para militante não!

Não a condenação de João Batista, Marilda Ribeiro e Dim Cabral!

Não a CPI do MST!

Nenhum condenação ou prisão dos lutadores da reforma agrária!

Pelo fim da criminalização dos Movimentos Sociais!



Para assinar o manifesto: campanhaliberdade@gmail.com

Para contribuir financeiramente a com a campanha e a defesa judicial dos companheiros:

Banco do Brasil 001
Agência: 1606-3
Conta Poupança: 62.076-9
Variação: 01
Otamir Silva de Castro

Estudantes brasileiros em SOLIDARIEDADE AO HAITI


No dia 12 de janeiro um terremoto de proporções gigantescas atingiu o HAITI, um dos países mais pobres do mundo. Deixando cerca de 200 mil mortos, o recente terremoto trouxe à tona a situação de extrema pobreza e intensa exploração, produto da política imperialista que se arrasta por dois séculos nesse país.


Diante dessa situação, a ANEL se solidariza com o povo haitiano. As imagens fortíssimas veiculadas pela imprensa demonstram o quanto à infra-estrutura é precária, faltam os serviços básicos de resgate, não há sistema de saúde para tratar os feridos ou oferecer os remédios e atendimento básico de pronto-socorro, os acampamentos são improvisados pela população. Questionamos o papel cumprido pelas tropas brasileiras e da ONU que ocupam o país há mais de cinco anos. Que melhorias trouxeram ao povo do Haiti quando a catástrofe natural expõe a precariedade das condições para enfrentá-la? Não temos dúvida que o caos social que já existia no Haiti agravou os efeitos das conseqüências do terremoto para os trabalhadores haitianos.


A ANEL, entidade que constrói um movimento estudantil combativo, sem o atrelamento ao governo e a alternativo à burocratizada UNE convida.todos a debater esse tema ajudando a construir de forma independente uma grande campanha de solidariedade ao povo Haitiano!

É nesse contexto que nos somamos à campanha já iniciada pela Conlutas para recolher fundos e ajuda para levar aos trabalhadores e ao povo haitiano. É fundamental que essa campanha se amplie e por isso fazemos o chamado a todas as organizações estudantis a se somarem nessa campanha de solidariedade ao um povo que muito nos deu exemplo de resistência e luta!


Abaixo segue a conta bancária específica para depósito das contribuições de Solidariedade ao Povo do Haiti.

Favorecido: Coordenação Haiti

Banco do Brasil

Agência 4223-4

Conta 8844-7



Estudantes brasileiros em SOLIDARIEDADE AO HAITI!


O Haiti precisa de ajuda, não de ocupação militar!


Não perca:

Plenária Nacional da ANEL no Fórum Social de Salvador para debater esse tema ajudando a construir de forma independente uma grande campanha de solidariedade ao povo Haitiano!



30 de Janeiro, 15h no Ginásio da UCSAL – Campus Federação

Estudantes ocupam reunião do conselho universitário da UFMG



Com a proposta de aprovar um novo regimento interno para universidade, iniciou-se hoje dia 15 de dezembro, às 10 horas, reunião do conselho universitário da UFMG.
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Com muita unidade de todo o movimento estudantil que se colocou desde o inicio contrario a aprovação dessa proposta de regimento,que centraliza o poder de decisão na mão do reitor e nos diretores de unidades diminuído o poder das decisões colegiadas, relativiza a participação discente e adota um regime disciplinar punitivo, retrocedendo em alguns aspectos em relação ao regimento atual.
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Os estudantes tentaram ainda no saguão de entrada da reitoria convencer os conselheiros a votarem contra a proposta. Na reunião a bancada discente posicionou-se contra a proposta, mas o reitor de forma intransigente colocou a votação em regime de urgência, impedindo a bancada de pedir vistas ou qualquer discussão com a comunidade acadêmica sobre o processo.
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Com o intuito de impedir a continuidade desta reunião cerca de 80 estudantes entraram na sala e fizeram a proposta de adiamento da votação para fevereiro de 2010 quando se iniciam as aulas, uma vez que a votação acontece no final do ano letivo sem discussão previa nos departamentos, congregações, no Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão e nas unidades. O reitor não acatou a proposta e suspendeu a reunião por tempo indeterminado. Já no inicio da ocupação um estudante foi agredido por segurança da universidade por tentar ajudar outros estudantes a entrarem na ocupação.
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Os estudantes instalaram uma assembleia e aprovaram por unanimidade manter a ocupação do Conselho Universitário ate manifestação deste e o atendimento da pauta de reivindicação aprovada no conselho de DA´s e CA´s e pelo DCE, que se segue abaixo.
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Realização de Audiências, Assembléias, discussões nas Congregações, Departamentos e demais espaços da universidade para elaboração de uma nova proposta de Regimento;Por um Regimento que garanta democracia nas decisões da universidade, não centralizando poderes;
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Que o novo Regimento não tenha um caráter repressivo, mas educativo em relação aos estudantes.
Contato da ANEL:
Comissão de Comunicação da ocupação:

Firminia (ANEL)– 84085076

Observador brasileiro denuncia farsa das eleições que ocorreram em Honduras


Fonte: ANDES-SN
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As eleições presidenciais em Honduras, realizadas no domingo (29/11), foram mais uma farsa armada pela ditadura militar que governa o país, e que contaram com o apoio decisivo da mídia local e internacional. Quem afirma é o professor do Departamento de História da Universidade Estadual do Centro-oeste do Paraná e diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, Hélvio Henrique Mariano, que está em Tegucigalpa participando de uma missão de observadores internacionais convocada para acompanhar o pleito.
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“Menos de 30% dos eleitores foram às urnas, em uma clara demonstração de que a população do país não aceita a destituição de Manoel Zelaya, o presidente deposto pela ditadura militar. Ontem, a caravana convocada pela Frente Nacional de Resistência Popular Contra o Golpe de Estado – FNRP lotou as ruas da capital Tegucigalpa, concentrando-se em frente à Embaixada Brasileira e pedindo a volta de Zelaya ao poder”, relata.
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De acordo com o professor, na frente da Embaixada Brasileira existe um forte aparato de segurança, com dezenas de homens do exército, policiais, tropa de choque e equipamentos contra manifestação, como carros de jato d água e bombas de gás. “Por mais de seis horas os manifestantes permaneceram no local, até a chegada de centenas de militares que obrigaram a multidão a se dispersar”.
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Hélvio Mariano ressalta que, por todos os lugares em que a caravana passou, a população saía às ruas gritando “não votamos”, com as mãos erguidas, exibindo os “dedos limpos”. “Em Honduras, os eleitores que votam têm os dedos marcados com uma tinta que leva pelo menos 24 horas para sair. Por isso, a exibição dos dedos limpos se tornou a marca tradicional da resistência contra a farsa eleitoral apregoada como vencedora pelo regime de fato que governa o país”, explica.
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Para o professor, é preciso colocar os resultados do pleito em suspeição porque a fragilidade do esquema eleitoral em Honduras permite a manipulação de dados e a realidade verificada nas ruas contrasta com as informações divulgadas pela ditadura que governa o país. Ele lembra ainda que a FNRP monitorou a votação em todo o país, durante todo o dia 29/11, concluindo que o número de abstenções ficou entre 60% e 70%, o mais alto índice da história.
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“Existem mais de oito mil mesas eleitorais espalhadas por Honduras, e os votos ainda são em cédulas impressas em papel. Após o fim da votação, cada seção eleitoral apura seus votos e o presidente da mesa eleitoral informa o resultado final por telefone celular a uma central de processamento de dados que fica na capital Tegucigalpa”, esclarece, acrescentando que é o próprio exército golpista que guarda urnas e cédulas.
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Bloqueio midiático
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Enquanto a população de São Pedro Sula era duramente reprimida pelo Exército Hondurenho, no domingo, e os manifestantes de Tegucigalpa enfrentavam o mesmo Exército, a mídia local e internacional declarava que o pleito se passara na mais perfeita ordem e comemorava os números apresentados pela ditadura que induziam a um índice recorde de participação dos eleitores.
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Hélvio afirma que, percorreu várias zonas eleitorais de Tegucigalpa para observar a movimentação. “Nas portas de cada seção, pelo menos dois soldados fortemente armados faziam a segurança, enquanto outros rondavam a região. No total, havia mais de 10 mil soldados do Exército só nas ruas da capital. A população estava atemorizada, principalmente em função das prisões ocorridas no dia anterior. Foi isso o que resultou em uma falsa aparência de tranqüilidade para os observadores menos atentos”, explica.
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Em Honduras, o “La Prensa”, de São Pedro Sula, há três dias vêm bradando que o país não deve permitirá a intromissão do presidente venezuelano, Hugo Chaves, que já declarou que não irá reconhecer o resultado das eleições. O jornal “Tiempo”, do mesmo município, estampa na edição desta terça-feira (1/12) a vitória do candidato conservador Porfírio Lobo. O direcionamento da manchete se repete em “El Heraldo” e “La Tribuna”, ambos de Tegucigalpa.
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O norte-americano “New York Times” destaca a crise política em Honduras como mais uma dor de cabeça para a política de Obama na América Latina, em referência ao fato de que o governo dos Estados Unidos já reconheceu oficialmente a eleição de Lobo. Já o “Wall Street Journal” alertou que a aceitação internacional do novo governo não está garantida e que, para isso, espera-se o “apoio crucial dos EUA”. A “Economist” foi a única a nadar na maré contrária, alertando que a aceitação da estratégia dos golpistas pode abrir um perigoso precedente na América Latina.O maior jornal brasileiro, “A Folha de S. Paulo”, defendeu em editorial, na segunda-feira, que o governo Lula reconheça o novo presidente eleito de Honduras. Na matéria sobre o assunto, que ocupa a primeira página da Editoria Internacional, destacou a manchete “Brasil se divide sobre eleições em Honduras”, embora tanto o Itamaraty quanto o presidente Lula mantenham a posição de não reconhecer os resultados das eleições do domingo.
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A edição do jornal desta terça-feira é ainda mais generosa com o tema. Reserva três das quatro páginas do caderno internacional às eleições Hondurenhas. A última ressalta as eleições uruguaias, também ocorridas no domingo. As manchetes revelam à tendência do jornal de aceitar a versão imposta pela ditadura: “Zelaya é história, diz presidente eleito”, “EUA reconhecem Lobo como presidente” e “Brasil já começa a recuar sobre eleição hondurenha”.
Por Najla Passos Andes - SN
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Segue testemunho de Hélvio Alexandre Mariano do Andes -SN que esteve em Honduras.
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Dois dias de luta contra o golpe e a farsa eleitoral em Honduras
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Dia 29 de novembro
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No dia 29 de novembro, assim que as urnas foram fechadas, a Frente Nacional de Resistência
Popular Contra o Golpe de Estado - FNRP já denunciava o fracasso das eleições em Honduras, afirmando que era com plena satisfação que anunciava, ao povo hondurenho e a comunidade internacional, que a farsa eleitoral montada pela ditadura havia sido contundentemente derrotada, devido à baixa frequência de votantes que compareceram às urnas no dia 29/11, a tal ponto que o Tribunal Eleitoral golpista teve que prorrogar em uma hora o período de votação.
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Durante todo o dia 29/11, houve um amplo monitoramento, feito pela FNRP, em nível nacional, que permitiu a Frente a declarar que as abstenções chegaram ao índices de quase 70%, o mais alto da história de Honduras. Segundo a Frente, isto demonstrava que apenas 30% dos eleitores aptos a votar compareceram.
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Para a os dirigentes da Frente Nacional de Resistência Popular, esta foi mais uma das formas que o povo hondurenho encontrou para castigar os candidatos golpistas e a ditadura, que agora buscam uma forma para mostrar para a comunidade internacional um volume de votantes que não existiu, mas que provavelmente seria dado pelo TSE de Honduras, um número de votantes muito superior real e que os golpista iram tentar incrementar o volume eleitoral mediante a manipulação eletrônica.
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Este é um dado importante, pois em Honduras existem mais de oito mil mesas eleitoras espalhadas pelo país, e os votos ainda são em cédulas impressas em papel, com o nome e as fotos dos candidatos. Logo após o fim da votação, cada seção eleitoral apura seus votos e o presidente da mesa eleitoral informa por telefone celular o resultado final para uma central de processamento de dados que fica na capital Tegucigalpa, que se responsabiliza por divulgar os resultados parciais de cada zona eleitoral, até o resultado final da eleição para Presidente, Prefeitos, Deputados e Vereadores.
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No dia da eleição, o desespero do regime de fato foi tanto que reprimiram brutalmente a manifestação pacífica que se realizou na cidade de São Pedro Sula, em qual o resultado foi a prisão e o ferimento de vários manifestantes. Entre os feridos, estão repórteres que cobriam as manifestações e entre os presos estão dois religiosos do Conselho Latino Americano de Igrejas que estavam na região como observadores dos Direitos Humanos.
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Considerando que este resultado representa uma grande vitória do povo hondurenho, a Frente Nacional de Resistência convocou todos os hondurenhos e demais companheiros que estão presentes em Honduras para celebrar no dia 30/11 a grande derrota da ditadura.
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Dia 30/11/2009
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No dia 30/11, foi realizada em Tegucigalpa uma grande assembléia a partir das 12 horas na sede do STYBIS( Sindicato dos Trabalhadores em Fábricas de Bebidas e Similares) e, logo em seguida, uma grande caravana de carros seguiu pelas ruas de Honduras com milhares de manifestantes levando bandeiras da Frente Nacional de Resistência Popular.
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Durante esta manifestação pelas ruas de Tegucigalpa, o que mais chamou a atenção foi a quantidade de pessoas que se dirigiram às ruas, janelas das casas e prédios, além dos carros que cruzavam a caravana, apresentando seu dedos limpos, o que virou a marca tradicional da resistência contra a farsa eleitoral apregoada como vencedora pelo regime de fato que governa o país.
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O gesto demonstra que o eleitor não foi votar, pois em Honduras, depois de votar, os eleitores recebem uma marca de tinta nos dedos que não saem nas próximas vinte e quatro horas. Aos gritos de “não votamos”, milhares de pessoas erguiam suas mãos, seguidas por crianças que aproveitavam que também apresentavam suas pequenas mãos conta o Golpe de Estado que assola este país.
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No fim da manifestação, todos se concentraram em frente à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está o presidente Zelaya, para denunciar mais uma vez a fraude eleitoral e a vitória da Frente.
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Na frente da embaixada brasileira existe um forte aparato de segurança, com dezenas de homens do exército, policiais, tropa de choque e equipamentos contra manifestação, como carros de jato d’água e bombas de gás. Por mais de seis horas os manifestantes permaneceram no local, até a chegada de centenas de militares que obrigou a multidão a se dispersar.
As atividades do dia 30/11 demonstraram o povo de Honduras não aceita o Golpe de Estado, a farsa eleitoral e que continuará nas ruas até derrotar o regime golpista que há mais de 150 dias está no poder no país.
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Tegucigalpa, 30 de Novembro de 2009

Manifestantes são brutalmente reprimidos durante passeata pelo “Fora Arruda” em Brasília (DF)


Fonte: conlutas.org.br
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Em Brasília, estudantes e trabalhadores que protestavam pacificamente foram agredidos por policiais e pisoteados pela cavalaria
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Brasília foi palco de cenas violentas durante o protesto que exigiu o “Fora Arruda” e o fim da corrupção na tarde do dia 9 de dezembro nas ruas da capital federal. Os manifestantes indignados com a corrupção que assola o país e cujos casos sempre acabam em pizza, queriam denunciar o quão vergonhosa está a política brasileira. Entretanto se depararam com a tropa de choque que contava com 400 policiais armados com bombas de efeito moral, spray de pimenta, distribuindo pontapés nos manifestantes que se protegiam como podiam.
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Segundo o estudante Rodrigo de Souza Claudio, o objetivo da juventude era de fazer uma manifestação pacifica. “Foi um verdadeiro horror o que aconteceu, vi amigos meus sendo pisoteados por cavalos, foi lamentável”, disse indignado.
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As cenas televisionas pelos principais veículos de comunicação davam a dimensão do abuso de poder que foi utilizado contra os manifestantes. Esses, acuados se deitavam do chão ou fugiam das bombas disparadas por todos os lados pela polícia. Muitos tiveram que ser carregados para não serem esmagados pela cavalaria.
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Mais de 2.500 manifestantes ocuparam as vias principais que dão acesso aos prédios públicos. Fizeram parte da mobilização além de estudantes, entidades sindicais como a Conlutas partidos políticos.
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Já está confirmado um ato no sábado. Desta vez está marcada uma carreata às 10h da manhã, na frente do estádio Mané Garrincha. A carreata vai até o local onde atualmente funciona o governo do DEM.